O livro que ocupa o lugar na minha mesinha de cabeceira no momento :)
quinta-feira, 2 de maio de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
"Cansaço"...é isto mesmo
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa
quarta-feira, 17 de abril de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
Crer em TI ....
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Naquela quinta-feira um dos seus te deu um beijo
Não um beijo de amor... Mas de pura traição
Entregando-te aos soldados do desamor
Aqueles que te prenderam... Açoitaram-te
Ao invés de sentir por ti compaixão
Machucaram-te até fazer a tua carne sangrar
O que tu passaste naquela noite só tu o sabes
E aqueles que lá junto a ti se encontravam
E naquela sexta-feira...
Fizeram-te carregar uma cruz pela Via Sacra
Deixando teu corpo transfigurado pela dor
Caia... Levantava-se e lá caminhava
O povo simplesmente olhava nada fazia
Com os olhos amedrontados apenas te viam
Quando chegou ao teu destino já quase desfalecia
Ainda tinha a pior parte... Aquela que tu temias...
Chegaram os soldados para que te pregassem
Naquela cruz que pelo caminho carregavas
E quando os cravos começaram a serem fincados
A dor quase já não existia, já havia transpassado
Pelo tamanho do sofrimento que já havia passado
Quando terminaram nem sequer se preocuparam
Com teus gritos abafados pelo da multidão descarada
Assim a cruz com o teu corpo desfalecido foram içados
Eles não se conformaram que ainda estavas acordado
Levantaram a lança e teu coração foi perfurado
Ó quanta covardia... Mesmo assim, ainda os perdoaste.
Ó Jesus como pode ter sido tão injustiçado
Esqueceram que ali jazia o corpo do Pai amado
E também que sua glória mais forte que a...
Humanidade
Naquela quinta-feira um dos seus te deu um beijo
Não um beijo de amor... Mas de pura traição
Entregando-te aos soldados do desamor
Aqueles que te prenderam... Açoitaram-te
Ao invés de sentir por ti compaixão
Machucaram-te até fazer a tua carne sangrar
O que tu passaste naquela noite só tu o sabes
E aqueles que lá junto a ti se encontravam
E naquela sexta-feira...
Fizeram-te carregar uma cruz pela Via Sacra
Deixando teu corpo transfigurado pela dor
Caia... Levantava-se e lá caminhava
O povo simplesmente olhava nada fazia
Com os olhos amedrontados apenas te viam
Quando chegou ao teu destino já quase desfalecia
Ainda tinha a pior parte... Aquela que tu temias...
Chegaram os soldados para que te pregassem
Naquela cruz que pelo caminho carregavas
E quando os cravos começaram a serem fincados
A dor quase já não existia, já havia transpassado
Pelo tamanho do sofrimento que já havia passado
Quando terminaram nem sequer se preocuparam
Com teus gritos abafados pelo da multidão descarada
Assim a cruz com o teu corpo desfalecido foram içados
Eles não se conformaram que ainda estavas acordado
Levantaram a lança e teu coração foi perfurado
Ó quanta covardia... Mesmo assim, ainda os perdoaste.
Ó Jesus como pode ter sido tão injustiçado
Esqueceram que ali jazia o corpo do Pai amado
E também que sua glória mais forte que a...
Humanidade
segunda-feira, 4 de março de 2013
Onde me queres levar?
Mais uma vez pela manhã estava mesmo a precisar de uma "lufada de ar", de uma esperança, de um sorriso...de algo bom...
Mais uma vez recorri ao cantinho que adoro e li isto:
Mais uma vez recorri ao cantinho que adoro e li isto:
"Senhor, peço-te, nesta manhã que me ajudes a crer que que não existe qualquer pecado ou fragilidade em nós que não queira um perdão. Que não existem feridas, mesmo as mais profundas, que não possam ser curadas, nem angústias que não desejem a paz.
Que o nosso olhar saiba dirigir-se a um Deus que nos acolhe com alegria. Um Deus de renascimentos e de cânticos novos..."
AMO-TE MEU DEUS, MESMO QUE POR VEZES ME AFASTE
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Amor que mói...
Li este texto há uns dias e não me saia da cabeça...
Quando ganhas medo ao amor, ganhas medo a tudo, passas a não passar nas escadas onde mesmo preso um caniche se agiganta, não passas pelo pitbull que vai pela trela, não fazes aquela curva onde um dia te despistaste, vais 1h mais cedo para os locais de encontro com medo de chegar atrasada, pagas adiantado com medo de te esqueceres, metes o carro na garagem com medo que te roubem o carro de madrugada, mas o maior roubo tu já sofreste.
Tive que o transcrever.
Sim, quantas vezes ao sermos constantemente
magoadas, aliás, nem é preciso muitas vezes, basta um grande amor não
correspondido que nos mói por dentro meses e anos seguidos como se nos estivesse
a matar...Pensamos: mas que faço? Pq não me sai ele daqui? Porque não o deixo
de amar? Pq tenho tantas saudades? Pq isto...Pq aquilo?
Estará o problema nele ou nos pq’s?!
Não...está no tempo, não me venham dizer que:
está em nós, que está em mim...pq não sei esquecer, porque não sei avançar,
porque não sei deixar que novas pessoas entrem na minha vida!!!!
tretas...deixo, entram, abafo-as, perco-as e volto ao de sempre...ele, sempre
ele...
Terá isto tudo haver com o texto? Não sei...mas
achei...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Não me deixes nunca só...
Desde que me conheço que acredito em Deus, que chamo a Jesus "Meu Amigo", porque ao longo de tantos e tantos momentos destes 32 anos o senti por perto, o percebi mesmo quando os momentos eram dificeis, mesmo quando as coisas não corriam como esperava...quem me conhece de perto sabe o quanto falo sobre Ele com amor...
...mas ultimamente não o ousso, não consigo perceber, não compreendo...
Rui Corrêa d’Oliveira
...mas ultimamente não o ousso, não consigo perceber, não compreendo...
Na linguagem bíblica, o coração é a interioridade do homem,
o lugar da inteligência e da vontade.
É neste sentido que São Paulo fala na sua carta aos Romanos:
«…com o coração se acredita para obter a justiça
e com a boca se professa a fé para alcançar a salvação»
Ou acredito em Jesus com todo o meu ser,
a ponto de O afirmar com as minhas próprias palavras,
ou então a minha vida é uma mistificação.
Diante d’Ele não há fingimento,
diante d’Ele está sempre a verdade de mim mesmo.
Viver com esta consciência é, ao mesmo tempo,
um duro desafio e uma alegre consolação.
É um desafio porque me põe em permanente tensão para a verdade
porque Jesus gera uma profunda atracção
que suscita a minha liberdade,
ainda que sem nada impor ou exigir.
É uma consolação porque,
conhecendo Ele a minha fragilidade e fraqueza,
enquanto me atrai, espera
e enquanto espera, aceita fazer caminho ao meu lado.
Não me deixa nunca só, não quer que eu me afaste.
Pede-me para que eu fique sempre ao alcance do Seu abraço.
Quero ser amado assim, Senhor,
para também um dia ser capaz de amar-Te assim.
o lugar da inteligência e da vontade.
É neste sentido que São Paulo fala na sua carta aos Romanos:
«…com o coração se acredita para obter a justiça
e com a boca se professa a fé para alcançar a salvação»
Ou acredito em Jesus com todo o meu ser,
a ponto de O afirmar com as minhas próprias palavras,
ou então a minha vida é uma mistificação.
Diante d’Ele não há fingimento,
diante d’Ele está sempre a verdade de mim mesmo.
Viver com esta consciência é, ao mesmo tempo,
um duro desafio e uma alegre consolação.
É um desafio porque me põe em permanente tensão para a verdade
porque Jesus gera uma profunda atracção
que suscita a minha liberdade,
ainda que sem nada impor ou exigir.
É uma consolação porque,
conhecendo Ele a minha fragilidade e fraqueza,
enquanto me atrai, espera
e enquanto espera, aceita fazer caminho ao meu lado.
Não me deixa nunca só, não quer que eu me afaste.
Pede-me para que eu fique sempre ao alcance do Seu abraço.
Quero ser amado assim, Senhor,
para também um dia ser capaz de amar-Te assim.
Rui Corrêa d’Oliveira
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